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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

DEIXA EU VER SE ENTENDI...


19/12/16, 16h33 - EDILMA: Deixa ver se entendi (parte 1):

Lula não era réu e não pôde ser nomeado ministro. Já Renan é réu e pode ser presidente do Senado. 🤔 Acho que tão nos chamando de otários, né?!

Deixa ver se eu entendi (parte 2): Dilma não cometeu crime algum, não enriqueceu, não recebeu propina e foi, em nome do "conjunto da obra", afastada.

Os que a afastaram e assumiram o poder estão, a cada semana, mais complicados (pelo conjunto da obra) e denunciados por receber propina entre outras coisas.

Entendi mal ou estão mesmo nos chamando a todos de otários?

Deixa ver se entendi (parte 3):

O desgoverno golpista que não teve nenhum voto (o Temeroso nunca venceu nenhuma eleição!) quer, em caráter de urgência aprovar uma PEC que irá congelar os investimentos sociais pelos próximos 5 mandatos presidenciais. Me pergunto "Com que representatividade ele interfere nos planos dos próximos 5 presidentes a serem eleitos se ele NUNCA foi eleito?

Entendi mal ou estão nos chamando de otários?

E.... qual a urgência de uma decisão que pretende durar por 20 anos? Meio estranho né? 🤔🤔

Deixa ver se entendi (parte 4):

O Temerário, que se  aposentou aos 55 anos, propõe uma reforma previdenciária que, na prática, vai fazer com que as pessoas busquem a previdencia privada. Me pergunto: para quê a população assalariada deve continuar a ter descontado de seu salário o valor de sua contribuição se não vai poder contar com esse recurso ao se aposentar, se é que vai se aposentar? E... o que o governo fará com esse dinheiro?

Entendi mal ou estão, mais uma vez, nos chamando de otários? 🤔

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Autor desconhecido. Conteúdo conhecido.

*Vamos repassar para uma mobilização maior sobre o assunto*

“Está tudo armado para evitar que Lula seja candidato”

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CONVERSA COM EVANDIR 16






11/12/16, 11h12 - EVANDIR: https://youtu.be/PujQtgVkvXM

Lula: “exijo que o MP aponte quem eu corrompi”





11/12/16, 22h33 - EVANDIR: Aos amigos. Isso é importante:

BUZINAÇO FORTE amanhã 2a A PARTIR DAS 16 HORAS!

18hs IR ÀS RUAS!! RENUNCIA TEMER!

TEMER VAI CAIR!

AJUDE A DIVULGAR.

#FORATemer

#temervaicair

#FORARenan

#RenunciaTemer


CONVERSA COM EVANDIR 15

10/12/16, 19h55 - EVANDIR: Via Estadão: O De ‘Todo Feio’ a ‘Las Vegas’, veja quem são os políticos da lista da propina da Odebrecht - http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/de-todo-feio-a-las-vegas-veja-quem-sao-os-politicos-da-lista-da-propina-da-odebrecht/?from=whatsapp


10/12/16, 21h54 - EVANDIR: Michel Temer já pode começar a redigir sua carta de renúncia. Se não sair espontaneamente da presidência da República, dela será ejetado no início de 2017, seja pela cassação no Tribunal Superior Eleitoral, seja por um processo de impeachment.

A principal evidência de que Temer não continuará no cargo ocorreu na noite deste sábado 10, no Jornal Nacional. Numa reportagem correta do repórter Júlio Mosquera, no Jornal Nacional, Michel Temer foi apresentado ao público como o chefe do esquema do PMDB na Câmara dos Deputados e uma espécie de negociante de interesses privados no parlamento e no Executivo.









terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CONVERSA COM EVANDIR 8


04/12/16, 18h30 - EVANDIR: ALÔ, PANELEIROS!
(Por Bárbara Gancia, colunista da Folha SP)

Alô, você, que veste a camisa rota da CBF pra dar rolê na av. Paulista; você, que bate no peito e entoa "Sou brasileiro, com muito orgulho" com lágrimas nos olhos, mas sonha em ser vizinho do Silvio Santos em Orlando, alô, alô!

Que mal pergunte, no domingo, você quer ir pra rua contestar o que exatamente?

Você e sua turma de batutas cheios de razão e consciência (SQN) não passaram meses pedindo o impeachment?

Qual a novidade agora?

Você está confuso a respeito das medidas tomadas contra o abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público?

Ora, que coisa mais singela! Se informar que é bom, necas, né, belezura? Menos sacal tomar emprestada a opinião de outro em vez de tentar formar a sua, certo? Dá muito trabalho, eu entendo (SQN). 

Ou será que o problema é o inquérito do Renan? Ah, tá, mas esse processo não há pessoa minimamente informada e em condições de opinar sobre a vida política do país que não pressentisse que a coisa fosse enredar por aí.

Você pode usar o argumento de que não ficou sabendo do caso específico do Renan.

Mas eu também posso rebater dizendo que você só está interessado em ter razão e em se mostrar "indignado" contra "tudo isso que está aí" sem saber especificar direito o que vem a ser "tudo isso que está aí" e sem assumir que é um dos protagonistas de "tudo isso que está aí".

Se não fosse assim, já teria  teria notado faz tempo que se trata de um descalabro inominável um sujeito como o Renan, dos maiores implicados no escândalo da Petrobrás, bem como em todos os outros escândalos correntes, ser presidente do Senado.

Você alguma vez achou que seria mais urgente tirar o Renan do que ter faniquitos sobre os governos do Lula ou da Dilma? Não, né? Percebo.

Outra coisa:

Quem foi as ruas pelo impeachment sabia que o arrocho viria, estava pedindo por isso, não?
A despeito de a própria Dilma ter baixado medidas de contenção que o Eduardo Cunha se recusou solenemente a votar, concorda?

Ou vai dizer que você e sua tchurma de batutas foram colhidos de surpresa?

Brexit 2, é isso?

Apostaram e, no dia seguinte, caíram do cavalo?

Foi bom pro avanço do processo democrático interromper o mandato da quarta, apenas a QUARTA governante após a redemocratização -sendo que o mandato do primeiro eleito após a distensão também já tinha sido interrompido?

Os movimentos MBL e Vai Pra Rua estão mais é querendo bagunçar o coreto pra diluir a estupidez cometida, da qual não há volta, e fingir que a batalha deles não foi perdida, que eles são coerentes, um bloco unido com um só objetivo: acabar com a corrupção.

Só que nós sabemos que eles apoiam a justiça seletiva, que nunca implique as putas velhas deles e, a não ser que o objetivo seja o de derrubar um governo por mês, não existe lá muita alternativa para a situação de "Ardil 22" em que nos meteram.

Eu digo que não dá pra argumentar com termocéfalos e bucéfalos que, no mundo de hoje, ainda se sentem ameaçados pelo "Comunismo".

A não ser que seja para pedir diretas já, eu não vou pra rua me juntar a imbecis imberbes e trambiqueiros como aquela figura nefasta do tal do Kim Katiguiri ou sabe lá como o burraldo se chama.
Barbara Gancia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

CONVERSA COM EVANDIR 6....


28/11/16, 17h11 - EVANDIR:   

Fim de governo: Cunha faz 41 perguntas na Lava Jato que incriminam Temer

29/11/16, 23h56 - EVANDIR:

 O moleque que virou senador e o senador que virou moleque - 


30/11/16, 22h00 - EVANDIR:

 O chororô dos procuradores não resiste a uma só pergunta. Que não se fez. - 


01/12/16, 17h03 - EVANDIR:

 Barbosa: decisão de derrubar Dilma foi de “acuados” pela Lava Jato - 


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

sábado, 26 de novembro de 2016

CONVERSA COM EVANDIR 3




25/11/16, 11h17 - EVANDIR: Quem é Marcelo Calero, que virou o “homem-bomba” de Michel Temer - http://www.tijolaco.com.br/blog/quem-e-marcelo-calero-que-virou-o-homem-bomba-de-michel-temer/
25/11/16, 11h17 - EVANDIR: Xadrez do golpe no golpe

SEX, 25/11/2016 - 09:59
Luis Nassif


A delação do ex-Ministro da Cultura Marcelo Caleró deflagra o primeiro passo da operação golpe no golpe.

Ontem, em Brasília, me relataram conversas de Eliseu Padilha em 2012, com um empresário conterrâneo, adiantando a estratégia de sua turma. Apoiariam Dilma em 2014 e no dia seguinte começariam a batalhar pelo impeachment.

O PSDB foi a reboque. Mas controlando o STF (Supremo Tribunal Federal) e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça)  através da Ministra Carmen Lúcia, e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), através de Gilmar Mendes, e a PGR (Procuradoria Geral da República) através de Rodrigo Janot, era questão de tempo para adiantar o golpe no golpe.

Ele veio com Marcelo Calero. Não se trata apenas de um diplomata que saiu do nada para o MinC. Trata-se de Marcelo Caleró, 4560, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2010, pelo PSDB.

Bastará agora ir fervendo o caldeirão até virar o ano. Virando o ano, o TSE resolve a questão e a Câmara partirá para eleger um presidente pela via indireta.

Amanhã desdobraremos mais esse Xadrez

sábado, 22 de outubro de 2016

CONVERSA COM SAULO 20


22/10/16, 6h34 - SAULO: “O PSDB é a UDN atual. É um tipo de partido que, para o Brasil, é um desastre. Eles não têm nenhuma ideia de nação, não têm nenhuma ideia do que seja a defesa dos trabalhadores e dos pobres. É um partido elitista, dependente e colonialista”.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/bresser-a-pec-241-e-feita-para-a-classe-rica-que-patrocinou-o-golpe-e-essa-onda-de-odio-por-kiko-nogueira/

22/10/16, 6h35 - SAULO: Bom sábado!  Boas lutas interiores e exteriores!!!








sexta-feira, 20 de maio de 2016

A LÓGICA APLICADA AO MOMENTO ATUAL DA POLÍTICA BRASILEIRA...

Divulgando de GHEZO...



DOSSIÊ – TEXTO 04 (Quatro) – primeiro semestre 2016.
03 DE MAIO 2016

Aula de lógica na política brasileira
Afinal, impeachment é golpe ou não?
por Gilson Iannini — publicado 28/04/2016 17h01, última modificação 29/04/2016 12h10.

Para melhor entender a crise política brasileira e descobrir se o processo de impeachment é golpe ou não, proponho um exercício de lógica. O interesse da lógica é que ela é desafetada, é racional. Em princípio, a lógica é imune tanto ao ódio, quanto ao amor. A lógica é indiferente.
“João lê um livro”. Na frase “João lê um livro”, “João” é sujeito, “lê um livro” é predicado. Isso vale na gramática e vale também na lógica. Na frase “Joana pedala uma bicicleta”, o sujeito é “Joana”, o predicado é “pedala uma bicicleta”.
Se digo: “Pedro pedala uma bicicleta”, substituí o sujeito, mas o predicado permaneceu o mesmo. Podemos, portanto, pensar o sujeito como uma variável lógica, do tipo: “x pedala uma bicicleta”. Qualquer indivíduo que pedale uma bicicleta pode ser o indivíduo “x” da frase. A variável “x” pode ser preenchida por nomes quaisquer, como João, Pedro ou Maria, etc.
Em lógica, podemos também conectar duas sentenças e verificar se as inferências são válidas. Existem várias maneiras de fazê-lo. Vamos considerar apenas um caso, a inferência causal. “João tem febre, logo (João) está doente”. É importante que o sujeito nas duas sentenças seja idêntico, para que a inferência seja válida. Não posso dizer “João tem febre, logo Pedro está doente” sem que a relação de causalidade seja infringida. Para o que vem a seguir, esse tanto de lógica basta.
Considere agora as frases: “Dilma cometeu pedaladas fiscais”. O sujeito é “Dilma”. Vamos agora conectar duas sentenças, numa inferência causal pretensamente válida: “Dilma cometeu pedaladas fiscais, logo deve sofrer o impeachment”.
Nesse caso, temos uma premissa oculta, a premissa de que “pedaladas fiscais constituem crime de responsabilidade”. A discussão acerca da validade ou não dessa premissa é uma discussão jurídica complexa, que divide a opinião dos melhores juristas.
Para não embaralhar demais o problema, vamos considerar, hipoteticamente, que não haja nenhum golpe em curso, pelo menos não quanto a esse ponto. Suponhamos, portanto, que essa premissa seja verdadeira, ou seja, suponhamos que pedaladas fiscais sejam considerados crimes de responsabilidade. Nesse caso, já que as premissas são verdadeiras e a inferência causal também é, então a consequência será verdadeira.
Façamos agora um experimento. Todos sabem que, nas diversas vezes que assumiu interinamente a presidência, Temer assinou decretos conhecidos como pedaladas fiscais, idênticos aos assinados por Dilma. Consideremos então a frase “Temer cometeu pedaladas fiscais”. Nesse caso, o sujeito é “Temer”, embora o predicado permaneça o mesmo.
Se prevalecer a lógica, a consequência inevitável seria exatamente igual à primeira, ou seja, ele deveria, como qualquer “x”, “sofrer um impeachment”. Certo? Podemos alongar nosso experimento.
Vamos substituir agora o sujeito da frase acima por “O governador Alckmin cometeu pedaladas fiscais”. Percebe? O que fizemos foi substituir o sujeito por uma variável vazia, por um “x” qualquer. Simples assim, né?
Se a frase “x cometeu pedaladas fiscais, logo x deve sofrer o impeachment” for rigorosamente aplicada, parece que afastaremos a hipótese do golpe. Se, ao contrário, a frase só for válida se “x=Dilma”, lamento dizer, mas parece que tem alguma coisa errada.
Todavia, parece que não é bem assim que muita gente pensa. Tem gente, por exemplo, que aceita a seguinte inferência: “Temer cometeu pedaladas fiscais, exatamente como Dilma o fez, mas deve, mesmo assim, ser nosso novo presidente”. Nesse caso, o mínimo que se pode dizer é que, caso o impeachment de Dilma caiba no figurino legal, previsto na Constituição, mesmo assim ele seria fruto de um casuísmo, de uma parcialidade. Seria, portanto, injusto.
Vamos considerar outros aspectos. Como disse um político recentemente, embora o Congresso esteja julgando apenas as pedaladas de Dilma, o que motiva o impeachment não é apenas isso, mas “o conjunto da obra”. Vá que seja.
Corrupção

Vamos considerar, pois, uma segunda linha de raciocínio, aquela que envolve denúncias de corrupção, prato predileto das ruas e das panelas. Tomemos a sentença “Dilma consta na delação premiada de Delcídio como beneficiária de propina para financiamento de campanha eleitoral”.
Nesse caso, que aliás nem está sendo investigado pelo Congresso, porque ainda é apenas indício, trata-se de coisa mais grave. Sem sombra de dúvida, merece apuração rigorosa. E é claro que corruptos confirmados não podem ser presidentes da República, nem aqui, nem na China.
Mas o que acontece se substituirmos “Dilma” por “x”? Teríamos, pois, a seguinte frase: “x consta na delação premiada de Delcídio como beneficiário de propina para financiamento de campanha”.
Então, como, de fato, Temer também foi citado na delação de Delcídio e também fazia parte da coligação beneficiada com a vitória eleitoral então as mesmas consequências que valem para Dilma deveriam valer para Temer, certo? Afinal Temer e Dilma cabem perfeitamente na variável “x”.
É curioso que a imprensa, livre e imparcial, não dê tanto destaque a esses fatos, preferindo incensar Temer como protagonista do futuro governo da união nacional.
A crise econômica
Vamos em frente. Uma terceira linha de raciocínio a favor do impeachment tem a ver com a responsabilidade do governo na crise política e econômica que estamos vivendo, com crescentes inflação e desemprego, por exemplo. Nesse caso, poderíamos dizer “O governo Dilma é responsável pela crise financeira e política do Brasil”.
A frase é logicamente bem construída e parece ser bastante verdadeira factualmente, embora muitos discordem. Esse caso é um pouquinho diferente dos casos acima.
Envolve outro tipo de relação lógica, que todos nós conhecemos da matemática, mais precisamente da teoria dos conjuntos, aquela que nos ensinou símbolos como “pertence”, “não pertence”, “contém”, “está contido”, lembra?
Sem contar o papel da oposição, da crise internacional e de outros fatores na deflagração da crise, não custa lembrar que o atual governo do Brasil é, na verdade, uma coalizão entre PT e PMDB, consubstanciada nos nomes do presidente e do vice, no caso, Dilma e Temer.
Logo, o governo que “quebrou o Brasil”, como se diz, foi o governo Dilma-Temer, principalmente tendo em vista que o PMDB é o principal partido da base aliada. Ou seja, seu apoio determina a possibilidade de uma matéria ser aprovada ou não no Congresso, o que muitos chamam de “governabilidade”, ao passo que sua traição determina a impossibilidade de aprovar matérias.
Não podemos esquecer que Temer, presidente do partido até recentemente, chegou a ser articulador político do governo no Congresso e que o PMDB de Temer comandava quase o mesmo número de ministérios do que o PT de Dilma.
Logo, a frase “O governo Dilma é responsável pela crise financeira e política do Brasil” é apenas uma abreviação de “O governo Dilma-Temer, da coalizão PT-PMDB, é responsável pela crise financeira e política do Brasil”.
Portanto, fica difícil acreditar que Temer e o PMDB, que ocuparam o centro do poder nos últimos seis anos, possam ser, ao mesmo tempo, o sujeito “responsável pela crise” e “solução para a crise”. Percebe a contradição? O mesmo raciocínio vale para o argumento do “projeto de poder”. De quem mesmo?
Em todos esses casos – pedaladas, denúncias de corrupção, crise, projeto de poder – não há nada, absolutamente nada, que seja válido para Dilma (e para o PT) e que não seja igualmente válido para Temer (e para o PMDB).
Ou alguém honestamente pensa que existem menos nomes do PMDB acusados de corrupção ou envolvidos pela Lava-Jato? Curioso que os cartazes nas manifestações verde-e-amarelas gritem “Fora PT!”, mas não gritem “Fora PMDB!”.
Muitos sustentam que impeachment não é golpe, porque está previsto na Constituição. Isso é realmente uma condição necessária, mas não suficiente para descaracterizar o golpe.
Para que a tese do golpe não se confirme seria preciso que a indignação das ruas contra Dilma e contra o PT pudesse emprestar toda sua energia a uma campanha contra qualquer “x” que fosse acusado dos mesmos malfeitos.
Para descaracterizar o golpe, seu ódio deveria se dirigir contra a corrupção, e não contra a corrupção de um “x” não-qualquer. Na atualidade, tudo indica que corrupção, pedaladas, projetos de poder e crises incomodam, mas apenas quando “x” é petista. Taí a lista da Odebrecht, que não me deixa mentir.
Em 1933, Franklin Roosevelt tornou célebre a frase “the only thing we have to fear is… fear itself”. Um poeta anônimo da internet traduziu com perfeição: “A única coisa que devemos Temer... é o próprio Temer”. Caro amigo, se você não é golpista, o que esse instante exige é nada temer.
Post-scriptum: Uma réplica comum ao que se disse acima seria mais ou menos a seguinte: “nada impede de, num segundo momento, pedirmos também o impeachment de Temer, caso se comprovem crimes de responsabilidade cometidos por ele. Portanto o impeachment de Dilma não é golpe”. Realmente, é uma possibilidade lógica. Mas é justamente esse o ponto.
Alguém pensa, honestamente, que mesmo havendo as mesmas condições jurídicas (pedaladas, etc) haverá o mesmo clima político, a mesma campanha midiática e a mesma pressão das ruas? Alguém acha, honestamente, que MBL’s e Revoltados, semanários e âncoras, editoriais e colunas, adesivos de para-choque e bonecos infláveis vão pedir a cabeça de x não-quaisquer (incluindo aí peixes-grandes e tucanato?). Também penso que não. Aliás, não por acaso, o que estamos assistindo é justamente o contrário: a construção discursiva e imagética da "solução Temer".
Gilson Iannini é doutor em filosofia e professor na Universidade Federal de Ouro Preto.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Wagner Moura divulga texto criticando fim do Ministério da Cultura

Divulgando de YAHOO!


Wagner Moura divulga texto criticando fim do Ministério da Cultura

17 de maio de 2016



Wagner Moura divulgou nesta terça-feira (17) um texto no qual critica o fim do Ministério da Cultura (MinC), uma das primeiras medidas do governo provisório de Michel Temer (PMDB). Segundo o ator, sua opinião a respeito do tema foi solicitada pelo jornais O Estado de S. Paulo e Zero Hora.
Leia abaixo o texto na íntegra:
Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou.
A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo.
O pior ainda está por vir.
Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça.
Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013.
Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais.
Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!).
Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos.
Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo.
Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?!
Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior?
Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo.
E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido.
Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil.
Ótimo. Pra que cultura?
Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja:
“Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!”
Trevas, amigo… E o pior ainda está por vir.
Foto: Flickr/brasilemrede