"Liberdade é um sonho que a alma humana alimenta, que não há quem explique e ninguém que não entenda!". (Cecília Meireles - Romanceiro da Inconfidência).
sexta-feira, 3 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
O QUE E ATÉ ONDE A MÍDIA NOS ESCONDE...
Boa tarde, como vai o retorno do feriadão? Aproveite a
quarta-feira de cinzas para ficar bem informado. Leia e compartilhe as matérias
da Fórum com a sua rede e faça o contraponto ;)
Jornal Nacional finalmente se rende e faz matéria sobre o
“Fora, Temer”: https://goo.gl/HbHCC6
Manifesto de artistas e intelectuais pede a candidatura de
Lula: https://goo.gl/Rhs8bg
Deputados não querem a idade mínima proposta por Temer: https://goo.gl/5wE7oT
Lula vai lançar “Plano Nacional de Emergência” contra cortes
e abusos de Temer: https://goo.gl/FC2YYZ
Em acareação, lobista reafirma propina a Aécio: https://goo.gl/uABb2U
Testemunha confirma que seguranças do Habib’s espancaram
menino e desmente versão do restaurante: https://goo.gl/dPsMD0
Vale a pena ler de novo: No blog do Rovai - Tabapuã Papers:
Sandro Mabel, assessor especial de Temer, tem empresa no prédio da Stargate: https://goo.gl/q254tr
COISAS/CONVERSAS QUE NOS FAZEM REFLETIR...
O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio
exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São
Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir
as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que
jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante,
solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de
empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou
aprender a surfar”.
Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão
aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda
é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão
dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais
aguentar era a infelicidade.
Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos
nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem
criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego
no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era
aquela que tinha uma família que deu certo.
E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que
eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida.
E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias
reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos
avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos
nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.
Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a
carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso,
suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos
bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há
aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida
é aquela que deu certo na carreira.
E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os
instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso
profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as
ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos
seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?
Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais
felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se
fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem
professores de futevolei.
Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a
sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está
cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem
somos nós?
Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos
quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter
filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para
a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper
com a imposição da carreira?
Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO
de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser
professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem,
se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!
Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?
Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa
geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para
nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que
sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja
gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na
janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da
cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar
picolé de uva com ele na padaria?
Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso
é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso
contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram
diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que
jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de
lixo."
(Ruth Manus)
Simples assim!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
CONVERSA COM POLY
A melhor resposta que
o ministro da educação de Temer poderia receber.
____________________________
Palavras do Ministro da Educação:
"Eles (os professores) têm férias de 45 dias,
aposentadoria especial, descanso pedagógico,
piso nacional e até lanche grátis.
Que outro trabalhador possui tantas regalias?
É preciso enxugar tudo isso ou o país continuará
quebrado"...
____________________________
DESABAFO PROFESSORA
Texto de autoria de Mari Fernandes--- professora do Estado de
São Paulo:
Caro Senhor Ministro e burocratas do MEC:
O que leva nosso país à falência, não são nossos 45 dias de
férias!
O que fale o Brasil são as férias dos políticos, os recessos
brancos e o 14º salário que abocanham, sem descontar imposto de renda!
Aposentadoria ESPECIAL, quem tem são vocês políticos, que
trabalham alguns anos em Brasília e incorporam os salários.
Nossa aposentadoria....
Vem depois de 25 anos de MUITO trabalho. 60 horas por semana,
quando queremos dar uma vida digna aos nossos filhos!
E se não formos
funcionário público, o professor se aposenta com no máximo quatro mil e
pouco.
E diga-se de passagem, mal dá para o remédio, porque depois
de 25 anos trabalhando 60 horas,com certeza estaremos todos BEM debilitados!
Nosso descanso pedagógico, não é nada comparado aos quatro
dias que senadores e deputados NÃO trabalham.
Em nosso descanso pedagógico, corrigimos provas, redações,
projetos, elaboramos provas.
Ah! Na maioria das vezes, imprimimos as provas em casa
naquela impressora que compramos dividida em 10 vezes em nosso cartão de
crédito! Ao contrário dos políticos, não temos gráficas pagas com o dinheiro do
povo.
Não temos dias livres para participar de festinhas de São
João em nossos estados, aliás, vamos a festas de São João sim,
mas aquelas em que fazemos rifas em nossas escolas para
proporcionar um pouco de alegria as comunidades onde atuamos!
Piso nacional?
Bem isso é privilégio dos políticos , Deuses do Olimpo, que
decidem quando vai aumentar os próprios salários e quanto vão ganhar!
O lanchinho de GRAÇA?
Deixe-me contar uma novidade...
Talvez os Senhores, com toda sua sabedoria, não saibam...
pois muitos de vocês nunca pisaram em uma sala de aula.
Professores fazem vaquinha para comprar até o café que tomam
nas escolas!
Quanto as regalias, bem fico meio sem graça de expor a vida
de milionários que levamos.
Nossas regalias se restringem a:
Levantar 5 horas da
manhã, trabalhar até às 11 da noite..
Sim muitos de nós
traba-lhamos três turnos!
O terceiro turno, trabalhamos para pagar:
A gasolina que os políticos usam,
A casa onde moram,
As passagens de avião,
A gráfica que utilizam,
Os correios para enviar cartão de aniversário para seus eleitores,
O colégio caro que os filhos frequentam na Europa,
O carro importado que dirigem,
As roupas de grife que usam e os lanchinhos que comem,
(que ao contrário do nosso, custa, por mês, a faculdade de
uma vida inteira de nossos filhos.)
Não senhor Ministro e senhores burocratas comissionados, não
se preocupem!
Os professores não levarão este país a falência, sabe por
quê?
Porque se depender da
consciência política de nossos representantes, ele já está falido.
Sim, esta falência atribuímos a todos os Senadores,
Deputados,
Governadores,
Prefeitos e vereadores
Que fazem da política uma carreira e não sabem que
não existe dinheiro
público,
o que
existe
É O DINHEIRO DO
POVO!
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